Publicação inédita apresenta 14 experiências de restauração com semeadura direta

O estudo, realizado pela Iniciativa Caminhos da Semente, reúne casos de recuperação de vegetação nativa em diferentes regiões do País

Uma das barreiras identificadas pela Iniciativa Caminhos da Semente em relação à restauração ecológica por meio de semeadura direta é a falta de conhecimento sobre o método. Assim, foi lançada a publicação "Semeadura Direta para restauração, experiências diversas pelo Brasil".

 

O estudo reúne 14 casos de recuperação de vegetação nativa em diferentes regiões do País, contemplando os biomas Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia. Os setores privado, público e o terceiro setor estão retratados nas experiências, apresentando desafios e resultados práticos que geram aprendizados aos interessados pela temática. 


O país tem avançado no desenvolvimento e implantação de métodos eficientes estando atento a demandas e agendas globais de preservação, como por exemplo, a iniciativa Década de Restauração de Ecossistemas 2021–2030 e de acordo com o engenheiro florestal do ISA, Gustavo Barros Rocha, a publicação poderá contribuir para aumentar o conhecimento e fortalecer a confiança na eficiência do método. 


“O leitor terá acesso a informações sobre como se deu os arranjos institucionais em diferentes contextos, além de formas variadas de plantio que podem ser utilizadas, mecanizada ou manual em covetas, por exemplo”, destaca Rocha, que é também o primeiro autor da publicação.


Os casos do estudo foram escolhidos com base na diversidade de contextos em que os plantios foram realizados, revelando assim o potencial de aplicação do método em território nacional. A contribuições são amplas, produtores rurais do estado de São Paulo podem considerar, por exemplo, a experiência da fazenda Monjolinho, onde a mão de obra reduzida não impediu a implantação do método. 


Já empreendedores na área da restauração têm a oportunidade de conhecer a trajetória de uma empresa que trabalha com semeadura direta em larga escala em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, bem como as vantagens da parceria entre órgãos ambientais e empresas no projeto de restauração do importante Reservatório do Descoberto, no Distrito Federal.


Também no âmbito social, agricultores familiares da região de Alta Floresta, em Mato Grosso, na Amazônia, associam a semeadura direta com agrofloresta e garantem maior segurança alimentar e geração de renda para as famílias rurais, fortalecendo sua autonomia.


A publicação teve o apoio técnico de membros da sociedade civil, empresas do setor público e privado e está sendo disponibilizado nas versões impresso e digital. A versão digital conta com informações técnicas complementares a partir de dados mais específicas de cada caso.


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Imagem: Eduardo Malta Campos Filho mostrando altura do dossel de até 11 m em área de semeadura direta à lanço com 7,5 anos, experiência realizada na fazenda Monjolinho, no interior de São Paulo.